POTENCIAL ANTI-HELMÍNTICO DA PIPLARTINA ISOLADA DE Piper tuberculatum contra larvas de Angiostrongylus cantonensis

Autores

  • Camila da Silva Amorim Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas Autor
  • Bruna Lima Lemes Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas Autor
  • Lucas Fukui Silva Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas Autor
  • Sophia Carolline Spoladore Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas Autor
  • Marina De Monroe Gonçalves Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas Autor
  • João Henrique Ghilardi Lago Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas Autor

Resumo

As doenças tropicais negligenciadas afetam mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, dentre elas estão as helmintíases, atingindo principalmente populações em situação de vulnerabilidade social, marcadas por deficiência em saneamento básico, educação e acesso a saúde. Por conseguinte, essas infecções comprometem o desenvolvimento físico e mental, além de intensificarem desigualdades sociais e econômicas. O tratamento atual depende de poucos fármacos, que vêm se tornando menos eficazes devido ao uso contínuo e ao surgimento da resistência parasitária. Em vista disso, a biodiversidade brasileira, uma das mais ricas do planeta, constituí um vasto reservatório de compostos bioativos com potencial para o desenvolvimento de novos fármacos, especialmente no combate a doenças negligenciadas como as helmintíases. Entre os helmintos de relevância para a saúde pública, destaca-se o nematoide Angiostrongylus cantonensis, causador da angiostrongilíase, uma zoonose emergente associada à ocorrência de meningite eosinofílica, que é um modelo experimental para a triagem de novos fármacos. Em resposta à necessidade de novas terapias, a investigação de produtos naturais tem se destacado, explorando a ampla diversidade química presente na natureza. No Brasil, programas como BIOTA, apoiado pela FAPESP, fortalece a conservação e uso sustentável da biodiversidade, criando bancos de compostos naturais para doenças negligenciadas. A planta Piper tuberculatum, conhecida como "pimenta-d’arda", é usada tradicionalmente como analgésico e antiofídico. Seus extratos alcaloides, principalmente a piplartina, apresentam atividade antiparasitária comprovada. Este projeto visa avaliar a atividade helmíntica da piplartina contra larvas de A.cantonensis em ensaios in vitro, e valorizar a biodiversidade brasileira para a saúde pública.

Publicado

2025-11-26

Como Citar

POTENCIAL ANTI-HELMÍNTICO DA PIPLARTINA ISOLADA DE Piper tuberculatum contra larvas de Angiostrongylus cantonensis. (2025). Portal De Conferências Da Semana Do Conhecimento, 9(1). https://sdc.guarulhos.sp.gov.br/index.php/SDC/article/view/1767