POTENCIAL ANTI-HELMÍNTICO DA PIPLARTINA ISOLADA DE PIPER TRUNCATUM FRENTE AO NEMATOIDE ZOONÓTICO ANGIOSTRONGYLUS CANTONENSIS
Resumo
As infecções causadas por nematoides parasitas, como Angiostrongylus cantonensis, continuam a representar um importante desafio à saúde pública global, sobretudo em razão da limitada eficácia de fármacos largamente empregados, como o albendazol. A piplartina, uma amida bioativa isolada de Piper truncatum (Piperaceae), foi avaliada quanto à sua atividade antiparasitária, demonstrando efeito significativo sobre larvas de primeiro (L1) e terceiro estágio (L3) do helminto. Os valores de EC₅₀ determinados para a piplartina foram de 8,3 µM (L1) e 10,4 µM (L3), inferiores aos registrados para o albendazol, que apresentou 14,2 µM e 15,6 µM, respectivamente. Ensaios conduzidos com Caenorhabditis elegans demonstraram que a piplartina, nas concentrações ativas, não induziu toxicidade, o que sustenta seu perfil de seletividade antiparasitária. As predições in silico indicaram propriedades farmacocinéticas compatíveis com aplicação terapêutica, incluindo alta absorção intestinal e capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica, atributos relevantes para o tratamento de infecções neurotrópicas.
