DIREITOS E GARANTIAS EM ANTÍGONA
Resumo
Valendo-se da peça teatral Antígona, do tragediógrafo grego Sófocles, o presente projeto visa identificar e investigar as problemáticas em potencial que emergem ao longo do enredo, fruto do embate entre as personagens que, ao menos para a análise em questão, são essencialmente diferentes.
Ao aferir as funções usualmente atribuídas à mulher na Grécia antiga, observa-se que Antígona contraria seu dito local de fala e ação, contestando e se contrapondo às leis da cidade, ainda que com uma motivação que, aos olhos da protagonista, seja estritamente inevitável.
Enquanto figura do direito natural – ou do jusnaturalismo em termos atuais –, Antígona mantém uma relação tensa e dissonante com seu tio e rei, Creonte, representante do direito positivo – ou do juspositivismo.
Dessa forma, é possível evidenciar questões atemporais presentes na tragédia, utilizando-as para discorrer sobre temas pertinentes à sociedade ocidental, como: o problema da justiça, do Estado, do direito, da política e da participação da mulher enquanto formuladora e gestora de políticas públicas.
