RECICLADORA ECOFIO
Resumo
Com o avanço da tecnologia, nota-se no mercado a crescente implementação de impressoras 3D de todos os tipos, tanto em escala industrial, como doméstica. As domésticas em especial, trouxeram imensa facilidade na produção de componentes em pequena escala, sendo esses complexos ou não, com precisão fenomenal, e trazendo vantagens em custo-benefício para produção pessoal, ou comercial. Estas, tornaram possível a produção em pouco tempo de itens domésticos que antes só poderiam ser confeccionados com maquinário de nível industrial. Pesquisas realizadas no EUA por Joshua Pearce da Universidade Tecnológica de Michigan, mostraram que 20 itens domésticos, que naturalmente custariam ao consumidor doméstico de 300 a 1900 dólares, consumiria apenas 18 dólares de material para sua produção em uma impressora 3D. Entretanto, no Brasil a matéria prima de impressoras 3D compõe o principal problema de sua produção, devido aos seus preços elevados. Assim, o projeto EcoFio busca o desenvolvimento de um dispositivo que viabilize a reciclagem de garrafas PET em filamentos de impressora 3D, assim diminuindo os impactos ambientais do descarte de garrafas, e permita uma impressão 3D mais barata, ou até mesmo sem gasto com matérias primas. A equipe utilizou de design thinking e brainstorming para reunir ideias e informações pertinentes à impressão 3D, junto com pesquisas bibliográficas para implementar ideias da equipe e gerar inspirações a partir de projetos de terceiros. Utilizando também destes métodos, a equipe iniciou o processo de modelagem 3D do projeto pelo software Autodesk Inventor, e realizou parte das documentações necessárias pelo software do Pacote Office. O dispositivo funcionaria a partir de um filetador que cortaria a garrafa PET em tiras, e permitiria que esta fosse levada até uma extrusora em escala reduzida, que aqueceria o material, e o derreteria na espessura desejada. Agora derretido, o material seria enrolado num carretel automaticamente, e estaria pronta para uso numa impressora 3D. Todo o processo seria realizado automaticamente por um motor CC acoplado à polia do carretel, que puxaria o plástico desde o corte da garrafa, até seu enrolamento. Deste modo, o grupo busca realizar a prototipagem do dispositivo, e fazer com que este possa realizar o processo de corte, extrusão e enrolamento de filamento da maneira mais automática possível. Assim, o projeto possibilitará um menor impacto da produção no meio ambiente, tendo em vista a economia circular.
