REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR
Resumo
A sociedade se acostumou, ao longo dos anos, a depender do plástico, pois é um material versátil e durável e, além disso, a economia moderna, em parte, depende deste material. Para muitas pessoas que o utilizam, não existem opções comerciais biodegradáveis viáveis e em quantidade suficiente para suprir a necessidade.
Um exemplo é o canudo plástico, que tem como fabricante líder a empresa Primaplast, que relata que as alternativas mais ecológicas são muito mais caras e não estão ao alcance do orçamento da organização. Outro exemplo é o copo descartável de café — se engana quem imagina que eles são recicláveis. Uma camada de polietileno é utilizada para impermeabilizar o copo, o que impede o reaproveitamento do material.
Uma empresa que vem investindo em tentativas para mudar essa realidade é a Biome Bioplásticos, que já tem em seu portfólio produtos desenvolvidos, como copos completamente recicláveis, que são fabricados a partir de materiais orgânicos como a fécula de batata, amido de milho e celulose, que são os principais componentes das paredes celulares das plantas. Os plásticos mais tradicionais são os produzidos com óleo.
Segundo o chefe-executivo da Biome, Paul Mines, “vários consumidores compram os copos em boa fé, achando que eles podem ser reciclados”, e completa ao dizer que “a maioria das embalagens descartáveis são feitas de papelão colado com plástico, o que faz com que não sejam adequadas à reciclagem. E algumas são feitas de isopor, que também não pode ser reciclado”.
A Biome também criou um plástico feito de planta, chamado bioplástico, que é totalmente biodegradável e que pode ser jogado tanto em lixeiras de reciclagem de papel quanto nas de lixo orgânico. Mines acredita que é a primeira vez que bioplástico é transformado em copos e embalagens descartáveis completamente recicláveis, que são capazes de resistir a líquidos quentes.
Por enquanto, esses produtos ainda não estão no mercado, mas Mines diz que está em negociação com diferentes revendedores. Ele ainda diz que “não é viável se livrar por completo dos plásticos, mas é possível substituir alguns plásticos originados do petróleo por outros, derivados de plantas”.
