REPOSICIONAMENTO DA ESPIRONOLACTONA COMO DROGA ANTI-HELMÍNTICA: ESTUDOS IN VITRO

Autores

  • Taís Conceição da Silva UNG (Universidade de Guarulhos) Autor
  • Rafael Arruda Guerra UNG (Universidade de Guarulhos) Autor
  • Marcos Paulo Nascimento Da Silva UNG (Universidade de Guarulhos) Autor

Resumo

As doenças causadas por helmintos representam um importante problema de saúde pública em diversos países. Estima-se que mais de um bilhão de pessoas sejam acometidas por pelo menos uma helmintíase. Dentre elas, a esquistossomose destaca-se como a mais relevante em termos de morbidade e mortalidade, afetando mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente nas regiões com deficiência de saneamento básico.

Atualmente, o tratamento da doença depende de apenas um fármaco: o praziquantel. Considerando que o financiamento de pesquisas para Doenças Negligenciadas é bastante limitado, e que o desenvolvimento de um novo medicamento é um processo demorado, o reaproveitamento de fármacos configura-se como uma estratégia promissora.

No presente estudo, ensaios biológicos in vitro demonstraram que a espironolactona, um diurético poupador de potássio, apresenta atividade anti-helmíntica contra o Schistosoma mansoni, agente etiológico da esquistossomose no continente americano. Na concentração de 50 μM, a espironolactona reduziu a atividade motora, causou alterações morfológicas no tegumento dos esquistossomos adultos, e resultou em 100% de mortalidade.

Com base nesses resultados, este fármaco pode apresentar aplicações terapêuticas promissoras para o tratamento e controle das doenças causadas por helmintos.

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Publicado

2025-08-05

Como Citar

REPOSICIONAMENTO DA ESPIRONOLACTONA COMO DROGA ANTI-HELMÍNTICA: ESTUDOS IN VITRO. (2025). Portal De Conferências Da Semana Do Conhecimento, 2(1). https://sdc.guarulhos.sp.gov.br/index.php/SDC/article/view/575

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