CAMINHOS PARA DIMINUIÇÃO DA DESIGUALDADE DE GÊNERO DENTRO DAS ÁREAS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Resumo
A desproporcionalidade de mulheres nas áreas de ciências exatas e tecnologia tem sido amplamente debatida nas últimas décadas. As causas desse problema são complexas e multifacetadas, abrangendo aspectos socioculturais, econômicos e biológicos. Entretanto, por meio da estimulação precoce no aprendizado de matemática, física, informática e robótica durante o desenvolvimento feminino, essa situação poderá ser gradativamente revertida.
Uma pesquisa realizada pela revista Galileu em 2015 aponta que as mulheres representam 60% do público universitário, mas continuam em minoria nos cursos relacionados à ciência e tecnologia, com uma taxa de apenas 41%. Apesar da limitada disponibilidade de estudos sobre a atuação feminina nessas áreas, é possível supor, com base na observação do número de mulheres ocupando posições permanentes em departamentos de engenharia, matemática, física e química, bem como entre estudantes universitárias dessas áreas, que é necessária a criação de métodos que incentivem a entrada das mulheres no meio científico.
Hans Ginott afirma que, quando uma criança sustenta que é estúpida, burra, feia ou má, nenhuma argumentação ou ação direta consegue alterar essa autoimagem distorcida, uma vez que a opinião formada pela criança sobre si mesma resiste a tentativas externas de modificação.
Diante disso, discutimos possíveis soluções para a inserção de meninas nas áreas de exatas, por meio de incentivos durante o período escolar. Neste projeto, será abordada a utilização da robótica educacional, núcleos de pesquisa e projetos na área como estratégias para romper a segregação das mulheres na ciência e tecnologia.
