SMART WALK
Resumo
Tendo em vista o grande índice de pessoas com paralisia cerebral (PC), 17 milhões (Associação Brasileira de Paralisia Cerebral, 2018), essa pesquisa busca refletir acerca das suas dificuldades no cotidiano e trazer uma melhoria na qualidade de vida e independência. Um dos principais problemas enfrentados pelas pessoas com paralisia cerebral é a locomoção devido às desordens do desenvolvimento motor, levando a anomalias no movimento e postura, necessitando constantemente de auxílio de seu responsável (ZANINI et al, 2009). A paralisia cerebral se trata de uma condição e, segundo o Ministério da Saúde do Brasil (2013), seu tratamento para amenizar os danosdeve ser constante ao longo de toda a vida do paciente e iniciado o mais breve possível, ou seja, logo após o diagnóstico médico. O tratamento para corrigir a caminhada deve buscar aproximar a marcha PC da marcha humana, ou seja, os movimentos realizados por pessoas que podem se locomover sem maiores problemas. Vale ressaltar que os aparelhos eficazes e recomendados para este processo são os estimuladores elétricos funcionais,porém estes possuem um preço elevado e são pouco acessíveis, com valores acima de 20 mil reais. Desta forma, o objetivo deste trabalho é desenvolver um dispositivo que auxilie na locomoção de crianças com paralisia cerebral, permitindo não só autonomia, mas também melhoria a longo prazo e custo reduzido. Para isso, foi desenvolvido um protótipo que analisa o momento exato da marcha humana, através de um sensor, e corrige a posição do pé, através da eletroestimulação, possibilitando uma caminhada mais próxima do ideal. Nessa perspectiva, o sensor selecionado para analisar o ângulo do pé foi o MPU6050, uma vez que fornece os valores correspondentes aos pinos de entrada do microcontrolador Arduino que, por sua vez, através da programação, interpreta os valores e aciona a saída. Nesta saída é conectado um a um circuito de eletroestimulação, cujo foi desenvolvido pelos autores, incumbido de gerar pulsos elétricos por meio de eletrodos autoadesivos posicionados no músculo da perna responsável por levantar o pé. Para que os pulsos elétricos sejam aplicados à pele do indivíduo, se faz necessário o ajuste de parâmetros como corrente, largura de pulso e frequência, que são intrínsecos a cada pessoa. Caso algum destes seja configurado de maneira errada pode vir a causar danos físicos e desgastes ósseos e musculares, por isso éessencial o acompanhamento de um fisioterapeuta antes do paciente fazer uso do dispositivo. Os resultados parciais demonstram que a hipótese é válida e o protótipo se mostra funcional. Dessa forma, o dispositivo Smart Walk, a partir de seu bom desempenho, ainda parcial e baixo custo pode ser um recurso para as crianças com paralisia cerebral que, necessitam de auxílio para sua locomoção, ganhando assim, um tratamento eficaz e acessível.
